grátis Foto profissional grátis de alívio de estresse, ambiente de escritório, ambiente de trabalho Foto profissionalA superexposição digital e a aceleração dos estímulos cognitivos propiciada pelo uso da tecnologia tornou o estresse e a ansiedade os maiores desafios da atualidade. Números da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o transtorno de ansiedade e depressão são os problemas de saúde mental mais comuns no mundo. Em 2019, cerca de 301 milhões de pessoas sofriam com o transtorno. Contudo, a pandemia de COVID-19 desencadeou um aumento de 25% na prevalência de ansiedade e depressão em todo o mundo (dados de 2022). No Brasil, a OMS aponta que cerca de 9,3% da população sofre com esses problemas. Uma pesquisa feita pela Ipsos em setembro de 2024 revelou que quase metade das pessoas (45%) se sentia ansiosa. Esse número era ainda maior entre as mulheres (55%) e os jovens (65%).

O Impacto do Estresse e da Ansiedade no Cérebro

 O estresse e a ansiedade são respostas naturais e adaptativas a desafios e ameaças. Mas quando se tornam crônicos ou excessivos, podem exercer um impacto significativo em todo o sistema nervoso. Estudos em neurociência demonstram que o estresse crônico pode levar à atrofia do hipocampo, uma região cerebral crucial para o aprendizado e a formação de novas memórias. Além disso, o estresse crônico também pode prejudicar a função do córtex pré-frontal, uma área responsável pelo planejamento, tomada de decisões e regulação emocional. Isso pode resultar em dificuldades de concentração, redução da capacidade de julgamento e aumento da impulsividade. Um dos principais mecanismos envolvidos na resposta ao estresse é o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA). Conforme detalhado no artigo de revisão de Kessler et al. (2010), diante de um estressor, o hipotálamo libera o hormônio liberador de corticotrofina (CRH), que estimula a hipófise a liberar o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). O ACTH, por sua vez, sinaliza às glândulas adrenais para produzirem cortisol, o principal hormônio do estresse. Em situações de estresse crônico, a ativação prolongada desse eixo e a elevação sustentada dos níveis de cortisol podem ter efeitos deletérios no cérebro. Já ansiedade tem um efeito mais amplo, afeta diversas regiões cerebrais envolvidas no processamento emocional. A amígdala, uma estrutura chave no processamento do medo e das emoções negativas, tende a se tornar hiperativa. O que pode levar a respostas emocionais intensas e desproporcionais, mesmo em situações consideradas de baixo risco. Durante episódios de ansiedade, o corpo também libera outros hormônios do estresse, como a adrenalina. Embora esses hormônios sejam importantes para a resposta imediata de «lutar ou fugir», a exposição prolongada a níveis elevados pode ser prejudicial ao cérebro, afetando a memória, a concentração e a capacidade de tomar decisões de forma eficaz. Essa disfunção nas redes neurais pode contribuir para os sintomas cognitivos e emocionais como preocupação excessiva, ruminação e dificuldade para descansar.

Com base nos dados da OMS, o aumento da longevidade coexiste com uma crescente lacuna entre a expectativa de vida e a expectativa de vida saudável. Isso indica que, embora as pessoas estejam vivendo mais, uma proporção cada vez maior desses anos é vivida com problemas de saúde. Diante dessa realidade e da crescente preocupação com a saúde mental, observa-se um movimento significativo em direção à exploração de abordagens integrativas para o manejo do estresse e da ansiedade. O desejo de melhorar a qualidade de vida para uma longevidade saudável impulsionou práticas como o Yoga e o Mindfulness ao topo das alternativas não medicamentosas para atenuar os efeitos da superestimulação cognitiva.

Através de posturas físicas (ásanas), técnicas de controle da respiração (pranayama) e meditação (dhyana) o yoga tem sido apontado como fator de mudança na redução da ansiedade e aumento do foco atencional porque modula a atividade cerebral e o sistema nervoso.

A neurociência endossa o potencial do Yoga como uma ferramenta poderosa para otimizar o funcionamento cerebral em face dos desafios modernos. Ao modular a atividade cerebral e o sistema nervoso, as práticas de Yoga, que incluem posturas, respiração e meditação, não apenas mitigam os efeitos deletérios do estresse e da ansiedade, como também pavimentam o caminho para uma maior produtividade, um desempenho profissional aprimorado e um foco sustentado. Em um mundo onde a longevidade nem sempre se traduz em saúde plena, integrar o Yoga e a atenção plena emerge não apenas como uma escolha para o bem-estar, mas como uma estratégia neurocientificamente embasada para alcançar o máximo potencial cognitivo e profissional, garantindo assim uma vida mais longa e com mais qualidade.

  1. World Health Organization (WHO) Data: Referenced for the prevalence of anxiety and depression globally (2019, 2022) and in Brazil. (https://www.who.int/)
  2. Ipsos Survey (September 2024): Referenced for anxiety levels in Brazil. (https://www.ipsos.com/pt-br) – Note: The exact September 2024 survey data needs to be verified for precise figures.
  3. Kessler, R. C., Chiu, W. T., Demler, O., & Walters, E. E. (2010). Prevalence, severity, and comorbidity of 12-month DSM-IV disorders in the National Comorbidity Survey Replication. Archives of General Psychiatry, 62(6), 617–627.
  4. Maededeus.com.br: Referenced for the effect of chronic stress on hippocampus atrophy. (https://www.maededeus.com.br/Noticia/os-impactos-do-estresse-cronico-na-saude-do-cerebro)
  5. MIT Technology Review – Brasil: Referenced for the impact of chronic stress on the prefrontal cortex. (https://mittechreview.com.br/como-consertar-seu-cerebro-danificado-pela-pandemia/)
  6. Grupo Kovalent: Referenced for information on cortisol’s role in stress and the HPA axis. (https://grupokovalent.com.br/noticias/o-papel-do-cortisol-no-estresse-e-doencas-neurodegenerativas/)

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